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Endoscopia Digestiva Alta

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O que é Endoscopia Digestiva?

A Endoscopia Digestiva consiste num método de investigação de doenças do esôfago, estômago e intestinos através de tubos flexíveis introduzidos pela cavidade oral ou anal. A primeira chama-se endoscopia digestiva alta e a segunda colonoscopia. Estes instrumentos permitem visualizar a mucosa (revestimento interno) do tubo digestivo e realizar detalhada avaliação assim como coletar material ou mesmo realizar pequenas cirurgias.

Inicialmente se examina o órgão como um todo, verificando se há alguma alteração em seu revestimento. Na prevenção do câncer é método bem estabelecido, especialmente do câncer de estomago, esôfago e intestino grosso. Pequenas lesões, assim como lesões superficiais podem ser removidas durante o procedimento endoscópico, evitando desta forma cirurgia convencional.

A endoscopia, como um todo, evoluiu muito nas últimas décadas. Pode-se, também, examinar as vias biliares e pancreáticas.

Como se realiza uma Endoscopia Digestiva?

Existe um receio dos pacientes quando lhes é solicitado uma endoscopia porque a palavra endoscopia está associada a algo que vai nos impedir de respirar ao mesmo tempo em que algo entrará em nosso organismo. Na realidade os procedimentos endoscópicos nos dias de hoje são indolores. Tanto a endoscopia digestiva alta quanto a baixa são efetuadas sob sedação endovenosa que não deixam o paciente sentir dor ou desconforto. A respiração do paciente é normal durante o exame e sua oxigenação é controlada através de equipamentos. A duração do exame de endoscopia digestiva alta é de 5 a 10 minutos e da baixa de 15 a 30 minutos, podendo prolongar-se em situações mais difíceis.

O que acontece após o exame?

Você será conduzido para a sala de recuperação onde ficará repousando por 15 a 30 minutos tempo suficiente para despertar completamente. Um familiar ou amigo deverá acompanhá-lo até a sua residência. Importante: não poderá dirigir ou tomar qualquer decisão ou atitude importante (por exemplo assinar cheques, documentos ou operar máquinas e equipamentos. O médico lhe dará um atestado para dispensá-lo do trabalho se for o caso. Poderá alimentar-se normalmente após os exame.

Como ficarei sabendo do resultado?

Os modernos serviços de endoscopia possuem unidades de captura de imagem o que deixará seu resultado mantido em banco de imagens e imediatamente fornecê-lo a você (texto e fotos). Caso tenha havido coleta de material (análise de lesões, células, bactérias...) você terá de aguardar alguns dias para o resultado final (em média 3 a 5 dias úteis).

Dica útil...

Procure clínica de endoscopia após informar-se com familiares ou amigos (uma indicação é sempre útil) e certificar-se que o profissional possui qualificação, no caso, o título de especialista em endoscopia digestiva.

Para saber mais visite nosso BLOG, lá outros artidos podem lhe ajudar a tirar dúvidas.

Procedimento endoscópico-percutâneo inédito tem presença importante no Hospital Moinhos de Vento - HMV

Esteve em visita ao HMV, em abril último, o Professor Thierry Ponchon da Universidade de Lyon por ocasião de conferências que veio realizar em Porto Alegre durante a XVII Jornada de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva da FUGAST e alusiva aos 30 anos de existência daquela Instituição. O Professor Ponchon é internacionalmente conhecido por suas publicações na área da endoscopia digestiva intervencionista, especialmente em procedimentos complexos de vias biliares e pancreáticas eis que possui grande “expertise” que o coloca em evidência como um dos mais respeitados e habilidosos profissionais da atualidade.

Quando de sua visita, o Professor Ponchon acompanhou a realização de procedimento complexo, até então inédito no HMV.

Na Unidade de Hemodinâmica do Centro Tiradentes uma equipe formada por radiologista intervencionista (Dr Paulo Sanvito), anestesista (Dr Schubert Ribeiro), endoscopista (Dr Nelson Coelho) e assessorados por enfermeiro, com experiência em radiologia e endoscopia invasivas (Enf° Elpidio Borba), realizaram, pela primeira vez no HMV, a remoção endoscópica de cálculo coledoceano utilizando técnica conhecida com “rendez-vous”, que associa a via percutânea trans-hepática e a endoscópica.

-“Tratava-se de paciente do sexo feminino, com 80 anos de idade, cardiopata, ASA III, colecistectomizada, portadora de icterícia obstrutiva e colangite devido à cálculo coledoceno, cuja abordagem endoscópica retrógrada (primeira opção de tratamento) era inexeqüível face à presença de volumoso divertículo na 2ª porção duodenal, albergando e inviabilizando a visualização da papila de Vater.

Frente a esta dificuldade restava-nos como opções a alternativa cirúrgica convencional ou a abordagem percutânea, tendo sido esta a nossa opção, após judiciosa avaliação dos riscos”, conforme relata o Dr. Nelson Coelho.

-“Sob anestesia geral e em decúbito dorsal o radiologista puncionou ramo hepático esquerdo e posicionou guia na via biliar principal, introduzindo-a no duodeno, através do volumoso divertículo. Introduzindo o duodenoscópio até a 2a porção duodenal, em frente ao divertículo, observamos a guia biliar e fizemos sua apreensão, obtendo o cateterismo retrógrado e profundo da via biliar”.

“A seguir realizamos a esfincterotomia endoscópica convencional, praticamente dentro do divertículo e removemos o cálculo”.

“A paciente recebeu alta 12 horas após, não tendo apresentado intercorrências nem complicações pós-operatórias. O tempo total do procedimento foi de aproximadamente 45 minutos.”

Comentário final

-Estima-se em mais de 95 por cento os índices de sucesso nos procedimentos endoscópicos em vias biliares, considerando-se em cerca de 5 por cento situações muito difíceis ou mesmo inexequíveis por razões anatômicas ou relacionadas à própria doença existente, entre as causas mais freqüentes. Equipe multidisciplinar experiente, aliada a ambiente e equipamento adequados, assim como judiciosa avaliação clínica pode resultar em melhora de resultados nas situações complexas como a descrita.

Dr. Nelson Coelho

 

 

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