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Congresso Mundial de Endoscopia Gastrointestinal na Índia

Digestive Disease Week®2017
13 Março, 2017
XVI SBAD – Semana Brasileira do Aparelho Digestivo
14 Julho, 2017
 

Nos últimos anos, os avanços tecnológicos na endoscopia têm mostrado que a função como ferramenta exclusiva de exames pode ser também ferramenta para o tratamento em gastroenterologia. A crescente complexidade enfrentada pelos endoscopistas, o intercâmbio internacional de conhecimento e o desenvolvimento das melhores práticas pautaram o primeiro Congresso Mundial de Endoscopia Gastrointestinal realizado pela Organização Mundial de Endoscopia, entre os dias 16 a 19 de fevereiro, em Hyderabad, na Índia.

O evento contou com a apresentação do estudo desenvolvido pelos especialistas Dr. Nelson Heitor Vieira Coelho e pelo Dr. Carlos Frasca com pacientes do Hospital Moinhos de Vento, intitulado Endoscopic ultrasound-guided fine needle aspiration of pancreatic lesions. Effectiveness and comparison between 19G and 22G needles. O trabalho foi reconhecido como um dos melhores pelo Journal of Gastroenterology. Nesta edição, a entrevista será com o gastroenterologista, Dr. Nelson Coelho. Quais são as discussões do momento? Um dos temas polêmicos na atualidade é quanto ao calibre das agulhas utilizado nas punções de lesões pancreáticas. Em estudo realizado no Hospital Moinhos de Vento, com mais de 100 pacientes, concluímos que as agulhas Boston 19g apresentaram uma diferença estatística significativa no que diz respeito ao diagnóstico definitivo quando comparadas às agulhas 22g. Diante disso, padronizamos a utilização das agulhas 19g para punção/biópsias das lesões pancreáticas e seguiremos acompanhando os nossos resultados e os da literatura nacional e internacional. Quais os principais avanços e as dificuldades debatidas durante o Congresso Mundial de Endoscopia Gastrointestinal? A endoscopia CONFOCAL foi um dos assuntos debatidos por ser de grande utilidade na detecção de lesões pré-neoplásicas no esôfago, no estômago e no pâncreas. Nesta técnica a mucosa é iluminada por um potente feixe de laser, que é absorvido por agente fluorescente, sendo a luz refletida e captada pelo endoscópio. As imagens obtidas são de altíssima definição e possibilitam visualizar as estruturas celulares e vasculares, semelhante ao estudo microscópico. O Spyglass foi outra novidade, utilizado na otimização do diagnóstico das lesões biliares. Os especialistas japoneses debateram a classificação das lesões de cólon, a JNET. Nesta classificação utilizam-se da magnificação e do Narrow Band Image (NBI), que possibilita, entre outras vantagens, a decisão entre ressecar ou não determinadas lesões. Isto repercute diretamente na tomada de decisões no momento do exame, cujos resultados direcionam o paciente à cirurgia, ao tratamento endoscópico ou à conduta expectante com mais segurança.